Armstrong Vai Para o Espaço

Por Fábio Brito

 

E agora? Qual o Lance?

Em 20/07/1969, Neil Alden Armstrong inscreveu seu nome na história, ao ser o primeiro homem a pisar na Lua, ele comandou a missão Apollo 11.

A 10/10/2012, outro Armstrong, o Lance, ciclista, conseguiu um feito parecido. Foi para o espaço. Para o limbo. Levando toda a sua história de ciclista supercampeão, de atleta de alto desempenho, e todas as premiações que recebeu desde 01/08/1998. Entre elas, as sete premiações no “Tour de France”, competição ciclística de cerca de 3.000 Km pela França, passando por estradas irregulares e montanhas. Detalhe: O Supercampeão estadunidense, se dopou, sistematicamente, por todo este período.

Quando soube da notícia me veio à cabeça o programa “O Aprendiz”, que já teve entre seus apresentadores o Roberto Justus e agora é comandado por João Dória Jr.

Como este fato se encaixa como uma luva em nossas vidas, onde, em nosso trabalho, nos exigem a máxima produtividade, máxima eficiência, sem possibilidade de falhas, mergulhados em total Assédio Moral, desamparados por uma filosofia que nos suga todas as forças, para enriquecer alguns iluminados, e, no entanto, nos tiram a paz interior e forças para as demais atividades humanas.

Vivemos num mundo em que seu sistema frenético, que só valoriza as vitórias, como se fosse plausível existir alguém a prova de falhas, mais perfeito que as próprias máquinas, inclusive. Vivemos numa época em que só os campeões têm valor, e o vice, o segundo lugar, permanecerá sempre estigmatizado, será apenas o primeiro derrotado.

Quantos Armstrong conhecemos no nosso dia a dia? Quantas pessoas de alto desempenho em suas atividades se mostram verdadeiras fraudes?

Conhecemos um caçador de marajás que se tornou presidente e, pouco depois, soubemos o que verdadeiramente ele caçava. Recentemente vimos estarrecidos o envolvimento do super herói da revista Veja, o mosqueteiro da moral e dos bons costumes, o Sr. Demóstenes Torres, atolado até a alma com o criminoso Carlos Cachoeira, que, além de tudo, atuava, praticamente, como chefe de redação da Revista VEJA, revista especializada em esculachar o PT e seus simpatizantes.

Ao que vemos, o mundo desportivo não é tão diferente da política. Afinal em toda e qualquer atividade humana estarão presentes os seus vícios. No entanto, é na política que vemos a imprensa creditar todos os males da humanidade, todos os defeitos.

Não podemos, porém, deixar de refletir sobre o que está por trás do interesse da mídia em querer fazer crer a todos nós que a política é a razão de todo o mal que nos cerca.

Quando cada um de nós acredita que todos os políticos são iguais, acreditamos também que não faz diferença se votamos ou não, e aí deixamos de votar, ou, quando votamos, deixamos de refletir sobre qual a melhor proposta apresentada e escolhemos qualquer um. Ao agirmos assim aumenta-se, a possibilidade de votarmos no candidato que tenha o apoio das grandes empresas e conglomerados que financiam candidatos que defendam seus interesses.

Será que estes candidatos, que têm por trás de si o financiamento destas empresas, irão defender, em algum momento, os nossos interesses legítimos de cidadãos? Ou estarão comprometidos e se sentirão na obrigação de “retribuir” as gentilezas financeiras oferecidas a si?

Eu, por meu lado, sendo vice ou não, sou torcedor do Vicetória. Mas, como não acho o futebol uma coisa séria, nunca gasto um tostão para ir a estádios. Para mim, tudo é uma fraude só no futebol. Tem o Ricardo Teixeira, João Havelange, Josef Blatter, FIFA, CBF, FBF, escândalos no futebol da Itália de arranjo de resultados de jogos, decisões de juízes pelo mundo todo, absolutamente absurdas. Você acredita no Futebol?

Aliás, para mim, futebol só serve para tirar sarro de torcedor do Bahia, perdão, do Já ia.

Ainda bem que eles ganharam o campeonato baiano este ano. Não fosse isso iriam ver aprovado, no Congresso Nacional, uma lei que daria preferência a todo e qualquer torcedor que estivesse uniformizado, em qualquer situação prevista em lei, para atendimento preferencial. Numa fila de banco, por exemplo, os vigilantes teriam que garantir o atendimento de torcedor do Já ia, que estivesse uniformizado, na frente de idosos, deficientes e, inclusive, de grávidas. A justificativa? Quem merece atendimento preferencial?

Quem apenas tem um pequeno incômodo por nove meses carregando o peso da barriga ou a pobre alma que já sofria e se descabelava com seu time faziam ONZE anos?

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